Depoimentos

A história de Júlia, vítima de violência sexual

Meu nome é Júlia. Sou recepcionista e estou cursando o 2º ano do ensino médio. Há alguns meses, fui vítima de violência sexual e engravidei.

Estava sozinha, tinha medo e vergonha de contar para meus pais, pois não sabia qual seria a reação deles. Acabei entrando em contato com o monstro que causou meu problema e quando ele soube de tudo ficou bravo, dizendo pra que eu abortasse porque a criança não era dele, pois ele era estéril, mesmo sabendo que eu nunca havia tido nenhuma relação sexual com outra pessoa.

Desesperada e desinformada, tentei vários chás caseiros para cometer aborto, mas não obtive sucesso.

O tempo foi passando, minha barriga foi crescendo e eu me distanciei de tudo e de todos para evitar perguntas constrangedoras. Entrei em depressão e me vi em um caminho sem volta. Até suicídio eu tentei. Não era mais uma pessoa feliz.

Até que em uma manhã uma colega de trabalho me emprestou uma revista, onde uma moça contava a história sobre sua gravidez e como o CERVI a havia ajudado. Anotei o número de telefone, tomei coragem e liguei. Fui muito bem atendida por uma pessoa que me convidou para conversar pessoalmente. Quando cheguei, senti que Deus estava ali e que eu havia achado a luz no fim do túnel.

Eu me emocionei muito contando minha história. Senti um grande alívio no meu coração quando ela disse que iria me ajudar. Comecei a fazer terapia e decidi não abortar. Consegui contar a verdade a meus pais e iniciei o pré-natal.

Mesmo decidida a não abortar, resolvi encaminhar o bebê para a adoção. Mas, quando nasceu, eu e meus pais vimos seu rostinho e nos emocionamos muito. Seria impossível não ficar com ela.

Hoje, apesar das dificuldades que passei, posso dizer que sou uma mãe feliz. Tudo isso graças a Deus e à ajuda e acompanhamento que recebi do CERVI. Sou muito grata e desejo que continuem ajudando outras mulheres, como fizeram comigo. O que eu e a minha filhinha queremos dizer é que AMAMOS VOCÊS.

Júlia, 17 anos, São Paulo, SP

A pedido de Júlia, seu nome foi alterado para essa divulgação.

 

Depoimento de Ana Paula, mãe solteira

O Centro de Reestruturação para a Vida (CERVI) foi a melhor coisa que aconteceu durante minha gestação. Quando soube que estava grávida, fiquei desesperada.

O relacionamento com meu namorado não ia nada bem e, com a chegada da gravidez, nós rompemos de vez. Tive minha filha sozinha e o apoio que ele deveria me dar, eu recebi do CERVI.

Lá, tive apoio psicológico e material, pois eu morava sozinha e estava desempregada. O enxoval da minha filha foi o CERVI que me ajudou a montar. Ganhei até algumas roupas para gestante.

Agradeço a Deus por existir instituições como esta, que dão apoio às mães solteiras. São voluntários que trabalham com amor para atender a todos.

Hoje minha filha tem 3 meses, se chama Vitória e é muito linda, a mais linda do mundo para mim.

Meu eterno agradecimento ao CERVI.

Ana Paula, 23 anos, São Paulo, SP

*A pedido de Ana Paula, os nomes foram alterados para essa divulgação.

 

História da Natasha (relatado por uma das voluntárias do CERVI)

Roberta foi casada por seis anos sem nunca ter engravidado. Após a separação, conheceu um rapaz com quem começou um relacionamento. Depois de alguns meses engravidou e, assim que ficou sabendo, pensou em abortar, pois ele não era uma pessoa que ela admirava e muito menos alguém com quem gostaria de ter um filho. Por não estar estável financeiramente e não poder contar com o apoio da família, estava decidida a abortar.

Contei a ela sobre as conseqüências, tristezas e perigos  que um aborto traz, mostrando o valor de sua vida e as opções que teria, questionando sobre seu conhecimento das formas de aborto que existem hoje no Brasil e que escolhas ela teria para sua vida.

Porém, tudo o que eu dizia ela já sabia, assim como os riscos que passaria caso decidisse abortar. Estava segura do que queria. Terminamos a conversa com um abraço que naquele momento pareceu ter sido a única coisa que a tocou, pois Natasha chorou muito.

Dois dias depois, ligamos pra ela e ela nos disse que continuava com a mesma intenção e que estava à procura de uma clínica de aborto que fosse segura. Falou muito rápido e disse que nos ligaria mais tarde. Qual não foi nossa surpresa quando ela ligou, dizendo com alegria que havia desistido do aborto.

Agradeceu o apoio e reconheceu que Deus a havia encaminhado ao CERVI e permitido que fosse até aquela clínica de aborto horrível para ver que realmente não era isso o que ela queria.

Nos sentimos felizes e certos do dever cumprido e mais duas vidas preservadas.

Ana Júlia, voluntária do CERVI.

A pedido de Roberta, seu nome foi alterado para essa divulgação.